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Este estudo analisou concentrações de radônio (222Rn) em águas subterrâneas de cinco poços localizados no bota-fora de uma mina de urânio em descomissionamento no Brasil, comparando os períodos de seca e chuva. Amostras de 250mL (Cp: água parada do poço; Cm: água em movimento recente no aquífero) foram analisadas in situ com o detector RAD7. Na seca, 80% das Cp e 60% das Cm excederam o limite da OMS (105 Bq/m3), apresentando um pico de 1,65×106 Bq/m3 (PM16). Na chuva, todas as Cm ultrapassaram o limite, destacando-se o PM16 (1,79×106 Bq/m3) e o PM42 (1,62×106 Bq/m3), com valores 17,9 e 16,2 vezes acima do recomendado. A infiltração pluvial intensificou a mobilização de 222Rn, associada a aquíferos rasos, falhas geológicas e interação com rejeitos sulfetados. Embora a água local não seja consumida, os resultados alertam para riscos radiológicos sazonais críticos em áreas similares com uso hídrico, reforçando a necessidade de monitoramento contínuo, gestão de rejeitos e políticas públicas para mitigação em regiões pós-mineração.
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