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Resumo
Introdução: O processo de enfermagem é um método que direciona o enfermeiro e sua equipe ao pensamento crítico e o julgamento clínico, na elaboração de melhorias contínuas da assistência e reforça as boas práticas de segurança. A Classificação Internacional para a Prática de Enfermagem (CIPE) é uma terminologia de linguagem de enfermagem padronizada e concebida na década de 90, baseada no modelo dos sete eixos (foco, julgamento, meios, ação, tempo, localização e cliente) que direcionam o enfermeiro na consulta de enfermagem a traçar os diagnósticos/resultados e intervenções de enfermagem. E o emprego da teoria de Roy oferece subsídios para o enfermeiro na aplicação do processo de enfermagem. Considera a pessoa, a meta da enfermagem, a saúde e o ambiente. E identifica quatro modos adaptativos: o desempenho de papel, interdependência, autoconceito e fisiológico. Objetivos: Descrever pontos positivos e negativos do processo de enfermagem cirúrgico ambulatorial baseado no modelo de Roy e na Classificação Internacional da Prática de Enfermagem CIPE para a segurança do paciente. Método: Estudo descritivo do tipo relato de experiência sobre a implementação do processo de enfermagem à luz da teórica Callista Roy, em ambulatório cirúrgico público do Rio de Janeiro, entre o período de março 2024 até a atualidade. Resultados: Os pontos positivos da aplicabilidade da CIPE baseada no modelo de Roy para a segurança do paciente foram: São ferramentas de fácil aplicabilidade humana e tecnológicas para um cuidado cirúrgico mais direcionado e resolutivo; norteiam o raciocínio clínico para os enfermeiros da prática traçarem condutas em situações de atendimento ao cliente cada vez mais complexas e de amplas dimensões; demanda capacitações constantes; melhor comunicação interprofissionais; organização e documentação do serviço; construção de novos protocolos de segurança; o aprofundamento dos enfermeiros nesta teoria, pois é pouco utilizada à nível ambulatorial e trabalhada nas formações  Pontos negativos: Pouco ou nenhum contato com a linguagem da CIPE na formação acadêmica; resistência de alguns profissionais para mudanças; os entraves para informatizar os dados. A teoria de Roy não deixa claro o que se pode incluir na prática de seus quatro modos adaptativos, que são: o desempenho de papel, interdependência, autoconceito e fisiológico.  Conclusão: O processo de enfermagem baseado na Roy e na CIPE, quando estimulados, ensinados e compreendidos são capazes de transformar o cenário prático, trazer qualidade e segurança do cuidado e promover o desenvolvimento profissional e institucional. Implicações para a Segurança do Paciente: intervenções adequadas, seguras e diferenciadas. 

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Instituições
  • 1 Policlinica Piquet Carneiro UERJ
Eixo Temático
  • Eixo 2 - Ações para melhorar a performance dos resultados na segurança do paciente
Palavras-chave
Enfermagem Perioperatória
Segurança do Paciente
Processo de Enfermagem