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Introdução: O Instrumento de Classificação de Pacientes Pediátricos (ICPP) constitui uma ferramenta para gerenciamento da equipe de enfermagem, permitindo alocação e redistribuição eficiente dos recursos humanos, de forma a atender integralmente às necessidades dos pacientes. Categoriza os pacientes em níveis de complexidade assistencial como estratégia para identificação da carga de cuidados e tornou-se fundamental para equilibrar a relação entre demanda, oferta e qualidade nos serviços, contribuindo no planejamento eficaz dos cuidados em pediatria. Estando em consonância com a meta internacional nº3 dos Objetivos Globais do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da agenda da ONU que visa até 2030 acabar com as mortes evitáveis de crianças menores de 5 anos, além de reduzir a mortalidade prematura por doenças não transmissíveis promovendo saúde mental e o bem-estar.
Objetivos: Adaptar culturalmente um instrumento de classificação de pacientes pediátricos para otimizar o dimensionamento da equipe de enfermagem, com ênfase na aplicabilidade no contexto assistencial de um Hospital Universitário e avaliar seu impacto na segurança do paciente e gestão de riscos.
Método: Estudo de adaptação cultural de escala validada realizado na Maternidade Escola Assis Chateaubriand (MEAC/EBSERH) no período de junho a novembro de 2023. É um processo de ajuste do instrumento para que ele possa ser utilizado de maneira mais adequada em um contexto específico, sem comprometer sua validade e propriedades psicométricas. Os participantes foram convidados com base na experiência no tema explicitado no Currículo Lattes. Na validação de conteúdo, o escore dos juízes foi avaliado através do Coeficiente de Concordância de Kappa, que analisou a concordância entre juízes na avaliação de uma mesma variável. Foi aprovado no Comitê de Ética sob nº 5.974.647/2023.
Resultados: A escala manteve as variáveis distribuídas em três domínios: Domínio do Paciente (estruturada a partir da Teoria das Necessidades Humanas Básicas), Domínio sobre Procedimentos Terapêuticos e Cuidados de Enfermagem, e Domínio Família (com foco na participação do acompanhante e, presença de rede de apoio e suporte familiar).
Conclusões: Foi possível realizar uma adaptação cultural de um instrumento de classificação de pacientes pediátricos. A escala possibilitou ajustes específicos à realidade institucional e contribuiu para a otimização do tempo de resposta da equipe de enfermagem e na melhoria dos indicadores de segurança.
Implicações para a Segurança do paciente: Esse processo reduz a sobrecarga da equipe de enfermagem, prevenindo estresse ocupacional e erro humano, garantindo eficiência na gestão hospitalar e, fortalecer a segurança do paciente pediátrico, minimizando riscos e promovendo assistência qualificada e humanizada.
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