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Introdução: No processo de ensino-aprendizagem de estudantes de enfermagem tem sido utilizadas diversas estratégias como a simulação clínica, pois ela agrega conhecimentos e potencializa o desenvolvimento de habilidades e competências nos estudantes para melhorar a autonomia e segurança, e assim, prestar uma assistência de qualidade. Objetivo: Analisar a percepção dos estudantes de enfermagem sobre a utilização da simulação clínica como estratégia de ensino para prevenção de infecções relacionadas à assistência à saúde. Método: Pesquisa qualitativa utilizando a técnica de grupo focal. Os dados foram coletados entre abril e julho de 2024 com 64 estudantes de enfermagem de uma Universidade de Minas Gerais que participaram de quatro simulações clínicas (Prevenção de infecção transmitida por aerossol e contato; Troca de curativo em cateter venoso central de inserção periférica para prevenção de infecção; Prevenção e controle de infecções do trato urinário associadas ao uso de cateteres urinários de demora; Aspiração de secreção em paciente traqueostomizado para prevenção de pneumonia). As simulações foram realizadas nos laboratórios de ensino por meio de cenários controlados, com simuladores de baixa fidelidade e os materiais necessários para implementação dos cuidados para prevenção de infecções relacionadas à assistência à saúde. Após o debriefing realizou-se o grupo focal com 16 estudantes em cada grupo (20 a 30 minutos). As falas dos estudantes foram gravadas, transcritas e realizada análise de conteúdo (BARDIN, 2015). A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CAAE: 71248323.3.1001.5153; Parecer: 6.253.243). Resultados: Emergiu das falas dos estudantes a categoria denominada simulação clínica: estratégia de ensino para melhorar a qualidade dos cuidados para prevenção de infecções. Os participantes destacaram a importância da simulação clínica para melhorar as habilidades e competências para tomada de decisões com segurança e sensibilizou os mesmos para detalhes dos cuidados de enfermagem que são extremamente importantes para a segurança do paciente em relação à prevenção de infecções. Conclusões: A simulação possibilitou uma aprendizagem significativa por meio da experiência prática prévia, melhorando a compreensão e a retenção/fixação de conhecimentos para evitar erros e prestar uma assistência de qualidade e com segurança. Implicações para a segurança do paciente: A simulação permite uma aprendizagem em ambiente controlado e o mais próximo do real, permitindo errar e aprender, antes do estudante entrar em contato com o paciente, assegurando uma assistência com menores riscos e maiores qualidade e segurança. Referências: Bardin Laurence. Análise de conteúdo. Portugal: Edições 70, 2015.
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