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Introdução: A educação permanente (EP) em segurança do paciente exige estratégias pedagógicas estruturadas e ferramentas acessíveis para capacitar profissionais de saúde em hospitais. Este relato destaca a importância do Design Instrucional (DI) na organização de conteúdos como o modelo ADDIE e o uso de ferramentas simples e gratuitas, para implementação de protocolos de segurança do paciente. Objetivo: Descrever a experiência de estruturação de um Programa Educacional para Segurança do Paciente (PESP), com base no DI, pelo Núcleo de Segurança do Paciente (NSP) de um hospital no Rio de Janeiro, ocorrido em 2024, e seus desdobramentos até os dias atuais. Método: Foi utilizado um modelo sistêmico do processo de aprendizagem e correções necessárias para garantir sua efetividade. Tal modelo, conhecido como ADDIE, compreende cinco fases: 1)análise; 2)desenho; 3)desenvolvimento; 4)implementação e 5)avaliação. Na primeira fase identificou-se os problemas que demandavam intervenções de capacitação. Na segunda fase, foram definidos objetivos de aprendizagem, conteúdos e estrutura lógica. A fase de desenvolvimento envolveu o momento da definição das estratégias de ensino, recursos didáticos, tecnologias, avaliação. Nesta etapa optou-se por diversificar atividades educativas: presenciais com curta duração e em serviço, remotas nas modalidades síncronas com uso da plataforma Google Meet e assíncronas com apoio do Google Classroom. A fase de implementação foi a execução das capacitações e, foi necessário prover os elementos de infraestrutura exigida pela proposta pedagógica. A última fase, permitiu rever e analisar a eficácia do programa. Resultados: Múltiplos formatos de ensino foram oferecidos pelo PESP aos médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, farmacêuticos e profissionais administrativos. Em 2024 foram capacitadas 793 pessoas, 544 presencialmente e 249 remotamente. Houve um aumento de 221% em relação ao ano anterior, onde foram treinados 247 profissionais. As temáticas escolhidas foram previstas nos Protocolos de Segurança do Paciente. Conclusões: O uso do DI permitiu o aperfeiçoamento contínuo de um programa de EP para equipe multiprofissional. Os resultados evidenciaram que o NSP vem atuando em consonância com os objetivos da Política Nacional de Segurança do Paciente, desenvolvendo diversas estratégias para promover a melhoria da qualidade da assistência dos serviços prestados, visando a redução de incidentes e eventos adversos. Implicações para a segurança do paciente: A estruturação do PESP com base no modelo ADDIE permitiu a identificação de lacunas de conhecimento, implementação de protocolos e monitoramento contínuo das metas. A combinação de atividades presenciais e remotas ampliou a cobertura de capacitações, aumentando a adesão dos profissionais de saúde.
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