TERMÔMETRO INFRAVERMELHO: DETECÇÃO DE FEBRE E IMPACTOS NA SEGURANÇA DO PACIENTE APÓS PANDEMIA DE COVID-19

VOL 1, 2025 - 321887
Resumo
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Resumo

Introdução: O termômetro infravermelho foi largamente adotado desde a pandemia de COVID-19 devido à sua praticidade e facilidade de uso em hospitais, postos de saúde, farmácias e demais espaços públicos. Entretanto, seu uso pós pandemia em ambientes hospitalares tem sido questionado por sua confiabilidade na detecção de febre. Na sepse, por exemplo, que é uma condição que pode levar o paciente à morte se não diagnosticada e tratada imediatamente; a aferição da temperatura corporal é um dos critérios essenciais para o diagnóstico. Dessa forma, a precisão desse dispositivo médico está ligado diretamente a segurança do paciente.

Objetivos: Comparar a precisão do termômetro infravermelho com o termômetro axilar na identificação de temperaturas elevadas em pacientes com possibilidade diagnóstica de sepse e debater suas implicações para a segurança do paciente, frente a sua praticidade de manuseio.

Métodos: Relato de caso de uma paciente jovem, internada inicialmente sem diagnóstico prévio de infecção e que evoluiu com sinais clínicos que corroboravam com a hipótese diagnóstica de sepse. Entretanto, a medição da temperatura com termômetro infravermelho evidenciou valores dentro da faixa de normalidade, protelando o diagnóstico da principal hipótese. Alguns minutos depois, a medição com um termômetro axilar registrou temperatura de 39,1°C, fechando os critérios para sepse e interrogando a fidedignidade do termômetro infravermelho na detecção de febre.

Resultados: A paciente evoluiu com taquicardia e piora do estado geral, além de ter apresentado foco infeccioso presumível. Tais achados, nesse contexto, corroboravam com diagnóstico de sepse, porém, a aferição da temperatura pelo termômetro infravermelho não evidenciou estado febril. Além disso, os exames laboratoriais recentes não evidenciavam leucocitose. Esses achados inconclusivos postergou a suspeita diagnóstica e, consequentemente, o início do tratamento com antimicrobianos. A diferença significativa de temperatura registrada pelo termômetro axilar ratificou a imprecisão do infravermelho em contextos clínicos críticos.

Conclusão: A análise de protocolos de aferição de temperatura é indispensável para a segurança do paciente. O uso frequente do termômetro infravermelho deve ser desincentivado em ambientes hospitalares, mesmo que seu uso seja mais conveniente no dia-a-dia. Sugere-se optar por métodos mais precisos, como o termômetro axilar especialmente em pacientes ainda sem diagnóstico de sepse.

Implicações para a Segurança do Paciente: Revisão e aprimoramento dos protocolos hospitalares de medição de temperatura, dando preferência a dispositivos com maior acurácia, evitando assim, a subestimação da febre e proporcionando diagnósticos e intervenções em tempo hábil.

Descritores: Segurança do paciente; Sepse; Termometria.

 

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Instituições
  • 1 Hospital Municipal Conde Modesto Leal
  • 2 Universidade Federal Fluminense - UFF
  • 3 Hospital municipal pedro II
  • 4 HMCML
Eixo Temático
  • Eixo 3 - Gerenciamento de risco em situações de catástrofes/pandemia visando a segurança dos pacientes
Palavras-chave
TERMÔMETRO
SEPSE
COVID-19
TEMPERATURA
FEBRE