Para citar este trabalho use um dos padrões abaixo:
Introdução: O termômetro infravermelho foi largamente adotado desde a pandemia de COVID-19 devido à sua praticidade e facilidade de uso em hospitais, postos de saúde, farmácias e demais espaços públicos. Entretanto, seu uso pós pandemia em ambientes hospitalares tem sido questionado por sua confiabilidade na detecção de febre. Na sepse, por exemplo, que é uma condição que pode levar o paciente à morte se não diagnosticada e tratada imediatamente; a aferição da temperatura corporal é um dos critérios essenciais para o diagnóstico. Dessa forma, a precisão desse dispositivo médico está ligado diretamente a segurança do paciente.
Objetivos: Comparar a precisão do termômetro infravermelho com o termômetro axilar na identificação de temperaturas elevadas em pacientes com possibilidade diagnóstica de sepse e debater suas implicações para a segurança do paciente, frente a sua praticidade de manuseio.
Métodos: Relato de caso de uma paciente jovem, internada inicialmente sem diagnóstico prévio de infecção e que evoluiu com sinais clínicos que corroboravam com a hipótese diagnóstica de sepse. Entretanto, a medição da temperatura com termômetro infravermelho evidenciou valores dentro da faixa de normalidade, protelando o diagnóstico da principal hipótese. Alguns minutos depois, a medição com um termômetro axilar registrou temperatura de 39,1°C, fechando os critérios para sepse e interrogando a fidedignidade do termômetro infravermelho na detecção de febre.
Resultados: A paciente evoluiu com taquicardia e piora do estado geral, além de ter apresentado foco infeccioso presumível. Tais achados, nesse contexto, corroboravam com diagnóstico de sepse, porém, a aferição da temperatura pelo termômetro infravermelho não evidenciou estado febril. Além disso, os exames laboratoriais recentes não evidenciavam leucocitose. Esses achados inconclusivos postergou a suspeita diagnóstica e, consequentemente, o início do tratamento com antimicrobianos. A diferença significativa de temperatura registrada pelo termômetro axilar ratificou a imprecisão do infravermelho em contextos clínicos críticos.
Conclusão: A análise de protocolos de aferição de temperatura é indispensável para a segurança do paciente. O uso frequente do termômetro infravermelho deve ser desincentivado em ambientes hospitalares, mesmo que seu uso seja mais conveniente no dia-a-dia. Sugere-se optar por métodos mais precisos, como o termômetro axilar especialmente em pacientes ainda sem diagnóstico de sepse.
Implicações para a Segurança do Paciente: Revisão e aprimoramento dos protocolos hospitalares de medição de temperatura, dando preferência a dispositivos com maior acurácia, evitando assim, a subestimação da febre e proporcionando diagnósticos e intervenções em tempo hábil.
Descritores: Segurança do paciente; Sepse; Termometria.
Com ~200 mil publicações revisadas por pesquisadores do mundo todo, o Galoá impulsiona cientistas na descoberta de pesquisas de ponta por meio de nossa plataforma indexada.
Confira nossos produtos e como podemos ajudá-lo a dar mais alcance para sua pesquisa:
Esse proceedings é identificado por um DOI , para usar em citações ou referências bibliográficas. Atenção: este não é um DOI para o jornal e, como tal, não pode ser usado em Lattes para identificar um trabalho específico.
Verifique o link "Como citar" na página do trabalho, para ver como citar corretamente o artigo