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As cidades brasileiras são marcadas por uma segregação involuntária de grupos de baixa renda, que distancia essa parcela da sociedade das centralidades urbanas, caracterizando um cenário de risco de exclusão social relacionada a transporte (ESRT), atrelado à falta de acesso dessa população às atividades que, porventura, desejem realizar. Devido a limitações na formulação dos modelos estatísticos, não se sabe em que medida a promoção de acessibilidade a essa população reduz o seu risco de ESRT. Assim, este trabalho se propõe a investigar a relação causal entre acessibilidade e participação em atividades não mandatórias de indivíduos de baixa renda em Fortaleza. Para tanto, fez-se uso de modelos de equações estruturais, aplicados à teoria de inferência causal, que evidenciaram a influência do tempo despendido em deslocamentos e na realização de atividades mandatórias sobre a quantidade e a duração de atividades não mandatórias, sendo observados efeitos heterogêneos por gênero.
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