De simulações desumanizadoras a fabulações críticas: reparar violências jornalísticas à “Menina sem Nome”

Vol. 21, 2024 - 315723
Sessão Coordenada
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Resumo

Neste artigo, investigamos a cobertura recente sobre a história da “Menina sem Nome”, para atualizá-la e narrá-la jornalisticamente. Analisamos, sob uma perspectiva de gênero, reportagens da Rede Globo no Fantástico e nos telejornais NETV, em 2023. Nosso objetivo é problematizar e tensionar as formas de desarquivamento do tema pelo jornalismo e os modos pelos quais esses corpos são figurados. Além disso, propomos um exercício de anarquivamento que busque algum tipo de reparação a esse sujeito, historicamente destinado à tríplice significação associada a meninas e mulheres negras no modelo escravista brasileiro. Concluímos que esta menina, que teve direitos negados em vida, continua vulnerável e desprotegida pelo jornalismo brasileiro, que simula e exibe as violências que sofreu.

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Instituições
  • 1 Universidade Federal de Ouro Preto
  • 2 Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
Área de Avaliação
  • SC: Sessão coordenada Jornalismo, gênero, sexualidades e identidades étnico-raciais - Mesa 1
Palavras-chave
cobertura jornalística
gênero e infância
anarquivamento
figurações
fabulação crítica