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Os biossensores eletroquímicos têm apresentado uma crescente relevância como ferramentas promissoras para a detecção de diversas substâncias por terem mostrado alta sensibilidade, portabilidade e baixo custo. Adjacente a este cenário identifica-se um gap nos métodos tradicionais de detecção de radiação ionizante, como dosímetros e detectores Geiger-Müller. Embora sejam clássicos, altamente eficazes e amplamente utilizados, eles apresentam limitações em termos de sensibilidade, complexidade e altos custos. Nesse contexto, este estudo teórico-prático propõe explorar o potencial de aplicação de peptídeos antimicrobianos (PAMs) como elementos de reconhecimento em biossensores eletroquímicos na detecção de radiação ionizante gama. O peptídeo antimicrobiano objeto deste estudo foi selecionado com base em pesquisas prévias que evidenciaram um limiar à radiação ionizante [3] e em suas propriedades intrínsecas [5][7]. A aplicabilidade do biossensor baseia-se na interação entre o PAM em solução aquosa e a radiação ionizante, com foco na radiólise da água induzida pela interface radiação/sistema. Esse processo resulta na formação de espécies reativas (ROS) que são capazes de provocar modificações estruturais no PAM gerando um sinal detectável devido à quantidade de radicais livres liberados tanto pelo peptídeo quanto pelo meio aquoso. Essas alterações influenciam nas propriedades eletroquímicas que podem ser avaliadas e caracterizadas por técnicas eletroquímicas [4], como a voltametria cíclica (VC) e a espectroscopia de impedância eletroquímica (EIS) de modo a permitir a monitoração. Este estudo como prova de conceito teórico-prático, visa fundamentar o uso do PAM na detecção de radiação ionizante como excelente alternativa. Estudos e perspectivas indicam fortemente que as alterações causadas pela radiação podem ser exploradas em futuras aplicações experimentais, concluindo assim, que o potencial dos PAMs em biossensores eletroquímicos é promissor, sendo um campo inovador a ser investigado.
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