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Resumo: O trabalho em tela analisa como certa produção biopolítica em torno da velhice e o governo da longevidade se (des)articulam à racionalidade neoliberal na tessitura de programas e políticas públicas voltadas para a população idosa na região metropolitana do Rio de Janeiro. Problematizamos como estes programas e políticas públicas se movimentam em redes discursivas que vêm disputando a velhice de modo a reorientar seus sentidos e regulá-la em temos da saúde e proatividade. A partir de perspectiva pós-crítica presente nos estudos em educação, mapeamos programas e políticas públicas propostos por órgãos públicos, privados e/ou filantrópicos no imbricamento entre saúde e educação, circunscrevendo pedagogias do (auto)governo da longevidade através de atividades que enunciam bem-estar e saúde. Nossos resultados localizam pedagogias do envelhecimento/geracionais em (des)articulação com outros marcadores da diferença atuando na tessitura do governo das populações. Destacamos que essa trama enunciativa passa pela educação dos corpos-vidas ora reconhecendo, ora negligenciado ou invisibilizando e inviabilizando a presença de suas marcas. Palavras-chave: Governamentalidade, Envelhecimento, Gênero, Sexualidade e Interseccionalidade
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