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Resumo: Como colocar em diálogo a educação matemática com a pedagogia freiriana? Julga-se necessário empreender uma pesquisa teórica que, através de olhares oblíquos, ilumine conexões e elementos periféricos, escondidos dentro e fora o campo da (educação) matemática. Para tanto, os conceitos de moldura conceitual (frame) e de mito são utilizados como ferramentas de análise, juntos à articulação de elementos da sociologia, filosofia e sociolinguística. Assim, mostra-se como a educação bancária pode ser violenta, no sentido simbólico e no campo da exclusão social – uma visão fortalecida pelas conexões entre matemática e língua materna. Para construção de uma educação matemática emancipadora e dialógica, é preciso resgatar o caráter humano, histórico (uma história que precisa ser “escovada a contrapelo”) e, portanto, político da matemática, evidenciando assim o seu caráter contraditório e dialético. Deste modo, é possível a busca por temas geradores e pelo inédito viável, no contexto do ensino da matemática. A centralidade do diálogo, da palavra dos atores/alunos para construção da matemática é fundamental para dialogar com a pedagogia freiriana. Por fim, três exemplos concretos em sala de aula são discutidos para articulação dos vários eixos debatidos. Palavras-chave: Educação matemática. Matemática democrática. Paulo Freire. Pedagogia do oprimido. Sociologia pragmática da crítica.
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