CARTAS EM FOLHA DE AROEIRA: TERREIRO DE CANDOMBLE , EDUCAÇÃO DO CAMPO E O SER NEGRO NA TERRA

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Resumo

Resumo Este texto é produzido a partir de um trabalho de conclusão de curso vinculado ao Mestrado Profissional em Educação do Campo da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. O objetivo do resumo em tela é compreender as articulações entre as narrativas de filhos de mukixi e candomblecistas do Nzo Matambale Ventos de Angola, na zona rural de Amargosa/BA e educação do campo. As narrativas de gênero epistolar tratam das relações de candomblecistas com seu terreiro, com a terra e com a sua identidade em construção. Pretende-se, por meio do método (auto) biográfico (ARFUCH, 2010) acessar Cartas de Candomblecistas, tomadas como escritas de si (CUNHA, 2007) e produzidas pela pesquisa. A analise das cartas nos indica a demarcação de territorialidades negras que se relacionam ontologicamente com a terra, ao tempo em que entendem-se como parte de sujeitos do campo, abrindo fronteiras de diálogo entre pedagogia do terreiro e educação do campo. Questiona sobre a ausência do campesinato negro na produção da educação do campo, assinalando a necessidade de ressemantização para ampliação dos diálogos. Por fim, entendese terreiro como território negro de formação e educação (GIVIGI, 2020, SANTOS, 2019). Palavras- chave: Educação do Campo; terreiro de candomblé; cartas autobiográficas.

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Instituições
  • 1 UFRB – UNIVERSIDADE FEDERAL DO RECÔNCAVO DA BAHIA
Eixo Temático
  • GT03 - Movimentos Sociais, Sujeitos e Processos Educativos