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No contexto do Estado do Ceará, que permaneceu como o terceiro maior exportador
de frutas no Brasil, com vendas de aproximadamente US$ 178 milhões, ficando atrás somente
de Pernambuco e Bahia, e com expectativas de crescimento entre 3 - 5% nas exportações de
frutas, é crucial abordar os desafios enfrentados no setor de pós-colheita. Este desafio é
especialmente relevante devido ao rápido processo de amadurecimento e às perdas
substanciais que algumas frutas enfrentam. Neste cenário, é fundamental preservar a qualidade
e a durabilidade dos produtos hortifrutícolas, garantindo sua comercialização segura. A pitaia
(Hylocereus polyrhizus), uma fruta exótica originária do México, que está ganhando
popularidade devido a seu valor nutricional e consumo crescente, é um exemplo de fruta com
um tempo de prateleira limitado. A pitaia é suscetível a problemas como o rápido processo de
maturação e o ataque de pragas e doenças, com destaque para os fungos que afetam sua
aparência e contribuem para sua deterioração. O objetivo central deste projeto foi identificar as
espécies de fungos que desempenham um papel no impacto da qualidade das pitaias orgânicas.
Para atingir essa meta, procedemos com o isolamento dos fungos, empregando placas de meio
de cultura à base de ágar batata dextrose em duplicata. Após um período de incubação de dois
dias, identificamos a presença de três variedades de fungos, a saber: Rhizopus, Aspergillus e
Fusarium. A próxima fase da pesquisa se dedicará à investigação de extratos vegetais que
possuam o potencial de inibir os fungos isolados, com o propósito de contribuir para a
preservação e prolongamento da vida útil da pitaia.
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