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Os microplásticos (MP) são contaminantes emergentes que tem efeitos ainda pouco conhecidos em muitos seres vivos e está presente em diferentes compartimentos ambientais, sendo encontrado inclusive no sangue humano. Constituídos por polipropileno, polietileno, poliéster e outros, os MPs variam na densidade e dimensão de suas partículas. Estes poluentes podem chegar até os corpos aquáticos através do esgoto doméstico, disposição inadequada de lixo plástico e processos de lixiviação. A presença destes compostos em água não é regulamentada e, portanto, não há preocupação e controle de seu descarte, aumentando a vulnerabilidade dos ecossistemas. Considerando esse contexto, o presente trabalho pretende investigar a dimensão da contaminação por MP nas águas do Rio Paraíba do Sul (RPS). O ponto de amostragem escolhido foi na região central da ponte Barcelos Martins. Foram realizadas coletas utilizando uma rede de malha de 60 µm, com 30 cm de diâmetro e 70 cm de comprimento. A água foi coletada por meio de arrasto horizontal (induzido pelo próprio fluxo do rio), na superfície do corpo hídrico, durante 5 min. Para aferir o volume filtrado foi utilizado um fluxômetro (LUNUS) acoplado na rede. Em laboratório, uma amostra foi submetida ao processo de separação por densidade, no qual foi adicionado uma solução saturada de NaI (1,6 g cm-3). Posteriormente, foi transferido o eluente resultante a um tubo Falcon e centrifugado a 1000 rpm por 2,5 minutos. O sobrenadante foi filtrado a vácuo em filtro de fibra de vidro (diâmetro 47 mm, poro 0,7 µm). Em seguida, foram realizados os testes de oxidação da matéria orgânica remanescente, presente na superfície da membrana de fibra de vidro, aderida aos MPs. Nesta etapa, a amostra foi dividida em 3 subamostras que foram digeridas com diferentes agentes oxidativos: soluções de (1) persulfato de sódio (0,1 mol/L), (2) peróxido de hidrogênio (14,9 mol/L) e (3) Fenton – 20 mL de solução de Fe (II) 0,05 mol/L em H2SO4 0,1 mol/L e 20 mL de H2O2 (35%). Após 24 horas, as subamostras foram filtradas a vácuo através de um filtro de ésteres de celulose (diâmetro 47 mm, poro 0,45 µm). Por fim, foi realizado outra separação por densidade com o material retido na membrana de ésteres de celulose. Os tratamentos oxidativos que apresentaram melhor eficiência foi o com persulfato de sódio e peróxido de hidrogênio, já que a ausência de grandes quantidades de matéria orgânica e pigmentação alaranjada (condições encontradas com a solução de Fenton), facilitou a identificação dos MPs. A concentração total de MPs foi de 8 partículas/m3, indicando a presença deste poluente nas águas do RPS.
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