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Integração de um cenário de realidade virtual com uma BCI baseada em imaginação motora para aplicação em reabilitação de pacientes neurológicos
JOÃO ALFREDO SANTOS DE MEIRELES
UNICAMP
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Crie um tópicoO trabalho aqui apresentado tem como foco o desenvolvimento de uma Interface Cérebro-Computador (BCI, do inglês Brain-Computer Interface) de imagética motora (IM) a partir de um modelo previamente desenvolvido no grupo de pesquisa e, então, a integração com ambientes de Realidade-Virtual (RV) para fins de reabilitação de pacientes neurológicos. O paradigma adotado para a BCI consiste no posicionamento de 64 canais de eletrodos secos de eletroencefalografia (EEG) e o processamento dos dados coletados por estes através dos seguinte passos: pré-processamento do sinal bruto através de filtros temporais e remoção de ruídos; aplicação de filtros espaciais a partir do método Common Spatial Patterns (CSP); extração de atributos por meio da análise da potência nas bandas de interesse do sinal captado; por fim, o treinamento de um classificador do tipo Support Vector Machines (SVM) capaz de prever a IM na integração em tempo real. Até o momento, foi programado e validado por meio de diferentes testes de performance o modelo da BCI. Ademais, a partir dos protocolos Lab Streaming Layer (LSL) realizou-se uma simples implementação em um jogo bidimensional dentro do ambiente Unity.
Apoio/Financiamento da Pesquisa: FAPESP
Ricardo Molinari
Prezados autores, parabenizo o trabalho de vocês, que é de grande relevância e interesse para a área da reabilitação neuromuscular.
Nesse sentido, gostaria de fazer uma pergunta: vocês poderiam me explicar como foram as tarefas de imagética motora e como as sessões foram organizadas?
Agradeço desde já,
Ricardo Molinari
Polyana Foletto Prauchner
Vídeo muito intuitivo, extremamente explicativo e interessante
JOÃO ALFREDO SANTOS DE MEIRELES
Muito obrigado!
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JOÃO ALFREDO SANTOS DE MEIRELES
Muito obrigado!
As tarefas de imagética motora eram dividas em blocos de 8 segundos que intercalavam entre períodos de repouso e de imagética. Nos dois segundos iniciais do bloco de atividade os sujeitos eram avisados, por meio de uma cruz na tela, sobre o início da imaginação motora. A direção que os sujeiros deveriam imaginar o movimento (mão direita ou esquerda) era decidida aleatóriamente no programa e este devolvia o feedback da imaginação por meio de um bloco se movendo na tela de acordo com a classificação da imagética.
Ao todo foram realizadas 12 sessões, em que na primeira e na última não havia o uso do neurofeedback. Dentro de cada sessão eram realizadas 5 runs de 128 segundos, onde ocorriam os blocos intercalados de repouso e atividade. Recomendou-se que os voluntários realizassem duas a três sessões por semana.