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A memória das lutas populares pela terra agrícola, tal como inscritas nas imagens do cinema brasileiro, esboça – com limites, mas também com potências e nuances – o protagonismo das mulheres. Nosso artigo parte do desejo de inventariar algumas dessas imagens, ensaiando com elas em torno das aparições das mulheres, dos sentidos atribuídos à experiência feminina e dos efeitos subjetivos e políticos da organização das sem-terra, tal como elaborados pelo documentário brasileiro. Iremos nos concentrar nos registros feitos por Tetê Moraes nos anos 1980 e 90 – reunidos na trilogia Terra para Rose, O sonho de Rose e Fruto da terra –, em torno das grandes lutas e das primeiras conquistas do MST no Rio Grande do Sul. Move-nos o desejo de “historicizar a estética”, como propõe Naara Fontinele dos Santos (2020): ao analisar as imagens, buscar enredá-las na complexidade de processos históricos mais abrangentes, de que os filmes participam.
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