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O presente texto aborda um plano de ensino desenvolvido em turmas de oitavo ano da educação básica em 2022. Propomos a atividade didática entre as práticas cotidianas construídas no decorrer do ano letivo, considerando a territorialidade em que a unidade escolar está inserida. Elaboramos a prática de forma e provocar novas questões trazidas pelos discentes. Na expectativa que operar com fontes na sala de aula seja mais do que decodificação de signos, mas experiências significativas. Nossos objetivos foram identificar e relacionar aspectos das estruturas sociais da atualidade com os legados da escravagismo no Brasil junto a discussão da importância de ações afirmativas; apropriação, no espaço de experiência dos estudantes, da experiência histórica do processo de abolição legal da escravidão no Brasil; tornar o presente histórico, historicizar espaço de experiência dos estudantes; identificar continuidades históricas; problematização do conceito de “liberdade” e sua operação em diferentes processos históricos; criação de conteúdo digital; ler e escrever com sentido histórico em suporte digital; projeção de expectativas de futuro com ações no presente. O conteúdo curricular tratado nas aulas foi "O escravismo no Brasil do século XIX: revoltas e resistências de escravizados, abolicionismo." O qual tivemos como questão norteadora em sala de aula "O que é liberdade" . Em nossa metodologia operamos com rodas de conversa, pesquisa no ciberespaço, construção de narrativas em podcast e no game Gacha Life. Nas fontes, os alunos utilizaram o livro didático "História Sociedade e Cidadania", a exposição virtual "Excluídos da História" do site da ONHB, o samba enredo "Liberdade, Liberdade abre as asas sobre nós" e a notícia do jornal Brasil de Fato "Câmara de gás dentro de viatura da PRF mata homem no litoral do Sergipe". Entre as referências que consultamos para o desenvolvimento das aulas, destacamos o diálogo entre duas dissertações de mestrado do ProfHistória: a que defendi em 2020 que trata de narrativas acerca de disputas de ocupação do território e uso de mídias digitais na educação básica e a dissertação "Ensino de História narratividade e racismo: o potencial ético da aula de História" que investigou a construção do conceito de racismo por meio da narrativa, abordando questões éticas na educação básica. Entre os resultados destacamos o protagonismo dos estudantes: (i) nas diferentes etapas de desnaturalização dos objetos de aprendizagem mobilizados nas aulas; (ii) na leitura crítica de fontes em ambiente digital; (iii) na problematização do conceito de liberdade; e (iv) na construção de narrativas em duas diferentes linguagens: podcast e vídeo-animação.
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