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Este resumo tem por objetivo apresentar pesquisa em andamento que analisa a representação da mulher indígena nos currículos escolares de História. Toma como ponto de partida os processos de descolonização dos currículos escolares, e a abordagem prevista na Lei n° 11.645, de 10 de Março 2008, que torna obrigatório o estudo da cultura indígena e afro-brasileira nos estabelecimentos de Ensino Fundamental e Médio em todo território nacional. Para esta apresentação damos destaque à análise do Currículo da Rede Estadual Paranaense (Crep), utilizados nas escolas públicas desde 2021. Buscamos compreender as novas abordagens sobre o protagonismo indígena e, mais especificamente o mulherio indígena e as leituras do feminismo indígena contemporâneo, de forma que possa contemplar o ensino de História em perspectiva decolonial, relacionando tais representações à nova historiografia indígena. Para discutir a importância destas mulheres suas representações na História através do Ensino de História, sua expressão, e incorporá-las como agentes da construção Histórica nacional, a partir do lugar que ocupam e o reflexo da sua presença é de máxima importância compreender estes currículos, pois são um espelho para o ensino, e se faz também fundamental para a construção da sociedade brasileira, a partir do impacto do ensino de História na formação de diversos alunos e alunas, tanto indígenas quanto não indígenas. Através das criticas já promovidas por CUNHA(1990) acerca da representação definida desde o século XV sobre a construção e perpetuação de estereótipos históricos em relação a estas mulheres, e BITTENCOURT (2013) quando aponta para a perspectiva hegemônica produzida no século XIX, quando são feitas as implantações dos currículos escolares, constatamos que, desde então, todo o pensamento que norteia a representação da história indígena até a História contemporânea, ainda alimenta o senso comum em relação a “características”, “traços” e cultura indígena, funcionando como marcador de identidade sem levar em consideração as especificidades étnicas presentes no território brasileiro que abriga mais de 300 povos originários diversos, em confronto com as carências destas narrativas ditas oficiais, sua construção e disseminação, de impacto também social e político. Para além da análise dos currículos propomos o estudo de caso das mulheres guarani do norte do Paraná e sul de São Paulo, justamente como forma de quebrar esta homogeneização das representações identitew3dárias dos povos indígenas. Nossos objetivos são, reconhecimento e valorização da História indígena, a desconstrução de estereótipos buscando ampliação de narrativas e representações historicamente sub-representadas promovendo dialogo intercultural para um Ensino de História diverso, inclusivo e antirracistas.
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