Didática da História e EPT: possibilidades e limites em um projeto em construção, Euclides da Cunha, Bahia, 2008-2024.

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Resumo

Na presente proposta de pesquisa tencionamos analisar o currículo do Ensino Médio Integrado à Educação Profissional Técnica (EMIEPT) da Bahia, para o curso de agroecologia, sobre o prisma da didática da história. Tomaremos como lócus de pesquisa o colégio estadual Centro Territorial de Educação Profissional Sertão Forte (CETEP), localizado no município de Euclides da Cunha, Bahia. Partilhamos de uma perspectiva da história assentada no humanismo antropológico universal e neste sentido defendemos que o conhecimento histórico cumpre um papel fundamental na realidade concreta dos alunos, permitindo-lhes navegar de forma segura, crítica e reflexiva no mundo. Nestes termos, a história faz-se na escola e para além dela, conectando as diversas esfera da vida social e permitindo pensar as identidades plurais que coexistem e se transformam, portanto, histórias construídas por sujeitos detentores de subjetividades e capazes de se perceberem enquanto autores sociais atuantes no/sobre o mundo. Entendemos que nosso olhar coaduna com os aportes teóricos e propositivos presentes nos documentos referenciais da Bahia (DCRB) para a modalidade de ensino em análise, os quais preconizam que a dimensão trabalho e formação humanística devem atrelar-se mutualmente num ensino que focalize as especificidades identitárias e socioeconômicas dos territórios de identidades onde se concretizam, no sentido de formar para a cidadania e o trabalho. Por conseguinte, é nossa intenção analisar, sobre o olhar da didática da história, pensado em termos tanto da disciplina específica a qual está trelado quanto sobre uma visão transdisciplinar, se e como o curso técnico de agroecologia integrado ao ensino médio liga-se às particularidades locais, permitindo, deste modo substancializar o preconizado no currículo. Dentre as justificativas que compreendemos válidas para a realização do presente trabalho está a necessidade de pensar as especificidades identitárias locais em um mundo globalizado, abrindo espaço para leituras críticas e a intervenção sobre o terreno ao qual o curso está atrelado, em termos econômicos e ambientais (dimensão trabalho, agroecologia, economia compartilhada etc.), sociais e políticos. Por fim, vale destacar que se a didática da história trabalha com a dimensão educativa do conhecimento histórico, estando, portanto, atrelada à consciência histórica de sujeitos que percebem-se enquanto parte da história, a agroecologia é, também, um área que assenta-se no convite ao ler-se enquanto participe do mundo e detentor de responsabilidades acerca da sua existência e estabilidade, o que nos leva a reforça as potencialidades que a análise empreendida possui em termos de transformações sociais.

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  • GRD 08 - ONLINE - Territorialidades e ensino de história