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Esta comunicação tem como objetivo discutir a abordagem com a qual o ensino de história local ainda tem sido adotado na Educação Básica, por vezes reforçando a história oficial do município ou do Estado, assim entendido como um resquício da teoria dos círculos concêntricos e embasado na colonialidade do saber. Apresenta-se então a perspectiva decolonial como alternativa, visando desconstruir a colonialidade do saber, debate-se a definição de história local e a definição de lugar, trazendo conceitos de outras disciplinas, rompendo com a visão eurocêntrica que separa as disciplinas e se aproximando da ideia de transdisciplinaridade. Ao se trabalhar com a história local de uma comunidade periférica se está questionando o que a História registra, a história dos grandes nomes e dos grandes eventos, muitas vezes silenciando e ocultando as histórias que ocorrem na periferia, as memórias contra-hegemônicas. Ainda no sentido de romper com a colonialidade do saber, questiona-se a forma como a História sempre teve preferência pelos documentos escritos dando menos atenção às fontes orais. Para tanto, utiliza-se o referencial do pensamento decolonial, especificamente sobre memória contra-hegemônicas e pedagogia decolonial, para apontar um Sul como uma alternativa à tradicional história local.
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