CORPOS-TERRITÓRIOS: AS OCUPAÇÕES ESTUDANTIS E RESISTÊNCIAS NAS ESCOLAS

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Resumo

O presente artigo visa analisar e compreender as dinâmicas estabelecidas entre estudantes e o espaço escolar durante o período das ocupações nas escolas nos anos de 2015 à 2018. No interior das dimensões de poder compreendidas na escola nota-se que as transformações neoliberais que circundam e transpassam as instituições de ensino provocam uma série de consequências sobre o pensar e o fazer no cotidiano. Dito isso, com base em uma revisão de literatura sobre o tema e no documentário "Espero tua re(volta)" (2019) almejamos analisar os mecanismos de controle presentes nas instituições escolares, e em contrapartida, os corpos que rasuram e que re’existem, reconstroem e recriam esses espaços, tornando-os praticáveis (RUFINO, 2019). Dessa forma, nossa pesquisa busca explorar novas perspectivas sobre as vivências e ressignificações dos espaços escolares a partir das narrativas daqueles/as que constituem este território, se apropriando e subvertendo uma lógica que muitas vezes apaga suas múltiplas formas de existências. O diálogo teórico que nos propomos aqui é anticolonial e perpassa os campos da Ciência Política (LUNA, 2020, GONZÁLEZ, 2020), da Geografia (MASSEY, 2015), do Currículo (ARAÚJO, 2021; FRAZÃO, 2018, 2021), da Filosofia (RUFINO, 2015) e dos Ensinos, uma vez que nosso objetivo é pensar corpos enquanto territórios que se entrecruzam nos espaços sociais que são as escolas, dentro e fora da sala de aula.

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Instituições
  • 1 Universidade Federal Fluminense
Eixo Temático
  • GRD 21. Por um Ensino de História Encantado: Interculturalidade, Pedagogia das Encruzilhadas e Decolonialidade
Palavras-chave
Território
Ocupação
Corporalidade