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Ao cooperar para a implementação da Lei Federal nº 11.645, de 10 de março de 2008, que estabeleceu o ensino de história e cultura afro-brasileira e indígena, objetiva-se desenvolver uma prática de ensino e aprendizagem de história para alunos do 1º ano do ensino médio que contemple o protagonismo de mulheres negras na construção da cidadania e na luta pela superação do racismo e do sexismo. Assim sendo, analisa-se como essas mulheres, apesar do apagamento e do silenciamento histórico, constroem identidades resistentes à idealização e aos esteriótipos. Para tanto, se faz uso da biografia e da produção intelectual da historiadora e militante Maria Beatriz do Nascimento, que despontou no cenário político, cultural e acadêmico entre 1968 a 1995, ano de sua morte. Desse modo, utiliza-se a abordagem teórica dos pensadores Walter Mignolo, Boaventura de Souza Santos, Grada Kilomba, Maria Lugones e Catherine Walsh. Infelizmente, o preconceito, o desconhecimento e a vulgaridade ainda são marcas da relação do Brasil e sua “memória oficial”. Portanto, se faz necessário propor aos nossos educandos uma nova interpretação para personagens negros, mulheres ou indígenas, pois estes não são indolentes, malandros ou inferiores. Para tanto, precisamos ensinar como esses estigmas foram construídos historicamente a fim de consolidar a dominação de determinados grupos.
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