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No atual cenário político brasileiro a tentativa de silenciar os grupos minoritários está em voga. Considerando a urgência em se combater tal atitude, o presente trabalho, que faz parte de minha pesquisa de doutorado, tem como objetivo traçar algumas reflexões sobre o que tem sido apresentado nas aulas da disciplina de História como currículo de História da África. Partindo do pressuposto que há diferenças significativas entre aquilo que é elencado nos aspectos formais de um currículo e o que acontece no cotidiano real das escolas, que almejo mapear através da experiência etnográfica a relevância concedida ao continente africano em comparação aos demais, quais conteúdos aparecem com mais frequência e quais imagens da África os docentes carregam para a sala de aula. No trabalho de campo, além do acompanhamento das aulas, tanto em séries do Ensino Fundamental quanto do Ensino Médio, foram aplicados questionários, entrevistas e grupos focais. A experiência foi realizada em duas escolas da rede estadual do município de São Gonçalo, Rio de Janeiro, localizadas num complexo de favelas, no qual se buscou escutar as vozes, tanto dos docentes, quanto dos discentes sobre a temática apresentada nas aulas.
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