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O trabalho discute a importância da aderência dos museus a narrativas diversificadas, partindo do entendimento de como as expressões da fé estão representadas nos acervos. Os diferentes museus promovem debates sobre uma educação histórica, trabalhando as relações dos sujeitos com as temporalidades no espaço urbano. Optou-se por fazer um recorte comparativo entre as exposições do Museu de Quilombos e Favelas Urbanos (MUQUIFU), localizado na cidade de Belo Horizonte e do Museu do Diamante, localizado em Cidade de Diamantina. O trabalho tem como objetivo atentar-se sobre as memórias silenciadas, abandonadas e soterradas em ambos os museus. Dentre as narrativas sobre religiosidades populares utilizadas pelos dois museus e seus acervos, destacam-se aquelas que ajudam no entendimento das diferentes formas de olhar para si mesmos e para as cidades que habitam. Os embasamentos teóricos utilizados fazem referência a James Clifford (1997); a Sônia Regina Miranda e Lana Mara Castro Siman (2013), e também a obra de Paulo Freire (1997). Foi implementada para a construção deste trabalho a metodologia denominada Deriva, como forma de focalizar um deslocamento que provoca a interação sensitiva no trajeto com destino aos dois museus apontados. A cidade pode ser reconhecida por experiências que estimulam a sensibilidade no olhar e no andar dos pesquisadores.
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