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Esta comunicação objetiva discutir as questões identitárias e da ancestralidade afro-brasileira através da avaliação de uma proposta pedagógica orientada por uma perspectiva decolonial. Problematiza os limites das abordagens binárias heteropatriarcais que têm caracterizado as representações dos quilombos nas narrativas historiográficas e no ensino de história local na região Oeste de Minas Gerais, analisando as obras Origens de Nova Serrana (2002) e Raízes de Bom Despacho (2005). Apoiando-se no pensamento e na teoria decolonial e nos conceitos-chave d’O Atlântico Negro, de Paul Gilroy, será avaliada a viabilidade da proposição de um circuito histórico-cultural através dos lugares de memória das comunidades remanescentes dos quilombos de Bom Despacho e Nova Serrana-MG como estratégia para a construção de um ensino de história decolonial e antirracista. A (de)construção narrativa contra-hegemônica realizada à luz do giro decolonial e dos estudos do Atlântico Negro, articula-se à proposição de um ensino de história local que se abre à temática dos quilombos como forma de desestabilizar os discursos da modernidade/colonialidade, aberto aos projetos políticos das comunidades quilombolas, pelo reconhecimento de seus lugares de memória, a identidade e ancestralidade dos afro-brasileiros enquanto sujeitos políticos protagonistas da história, em seus diversos sentidos.
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