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A presente comunicação procura refletir sobre as possibilidades de exercer práticas didáticas-pedagógicas, sob inspiração da educação anarquista, na escola contemporânea. Para tanto, considera-se o cinema, tanto no uso de filmes quanto na produção fílmica, como elemento articulador dessas reflexões. Nesse sentido, serão retomados em perspectiva histórica aspectos da relação entre cinema e anarquia, com destaque para as aproximações com a interface educativa. Por esse movimento de compreensão de elementos básicos da filosofia libertária (GALLO, 2006; 2012) e pela mobilização de estudos sobre o cinema anarquista no viés pedagógico (MARINONE, 2009), espera-se problematizar a viabilidade da educação anarquista no século XXI. A reflexão considera a percepção da arte como elemento potencializador dessa reflexão, acompanhando Alain Bergala (2008) em sua defesa do aprender com o cinema fazendo um filme, e aproveitando as oportunidades que se apresentam ao docente cotidiano escolar, naquilo que Hakin Bey (2018) propõe como Zonas Autônomas Temporárias (TAZ).
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