CURRÍCULO COMO POLÍTICA DE MEMÓRIA: O DEBATE PÚBLICO EM TORNO DA CONSTRUÇÃO DA BNCC DE HISTÓRIA

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Resumo

Em meio a um contexto de golpe político, jurídico e midiático, em que nossas principais instituições e conquistas sociais passaram a ser questionadas, muitas delas inclusive retiradas, o Estado brasileiro, através do Ministério da Educação, tornou público as novas propostas curriculares para o ensino. Ou seja, novos projetos de sociedade e de nação se impõem diante de um tempo em movimento. Esse processo de “invenção curricular”, inspirada em Ivor Goodson (2007), seja no passado ou no tempo presente, precisa ser pensado a partir da dinâmica que o constituiu, ou seja, é preciso desvelar os processos sociais de disputas e negociações entre as diferentes tradições epistemológicas e concepções de mundo que atravessaram os processos decisórios envolvendo os conhecimentos considerados socialmente válidos para uma nação. Por ser tratar de uma imbricada disputa pelo controle do que se deve lembrar e do que se deve esquecer dentro do processo de formação educacional, o currículo se converte em política de memória, onde se produz e reproduz significados sociais, bem como se resiste a muitos deles. O cenário de disputas envolvendo as várias versões da Base Nacional Comum Curricular para o ensino de história é um convite a pensar quais são os desafios do saber histórico escolar em tempos de barbárie.

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Instituições
  • 1 UFJF
Eixo Temático
  • GRD 08. Educação democrática e ensino de História: disputa de projetos políticos e pedagógicos, experiências e trajetórias recentes, resistências, conflitos e insurgências
Palavras-chave
BNCC
Memória
Ensino de História