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Em tempos de negação histórica, de polarizações ideológicas e principalmente de discursos racistas, amparados estruturalmente em projetos de governo, do qual o currículo escolar de História não fica imune, torna-se necessário repensar a sala de aula como espaço formal de ensino, mas também de discussão das temáticas ligadas aos grupos subalternizados ao longo dos processos históricos pelo branco europeu. A branquitude, enquanto conceito, possibilita essa discussão e ao mesmo tempo desloca o olhar para um grupo racialmente ainda pouco explorado, o branco. Partindo desses elementos, apresenta os dados construídos com turmas de 7º ao 9º ano de duas escolas da rede pública estadual de ensino do Rio Grande do Sul, entre 2018 a 2020, onde buscou compreender como os estudantes conseguiriam localizar, assimilar e aplicar o conceito de branquitude no currículo de História, e também como este conceito influencia as relações étnico raciais através da ERER. Conclui que através da localização do conceito de branquitude, os estudantes conseguiram problematizar as questões raciais e étnicas de forma mais aprofundada, ampliando as possibilidades de combate ao racismo estrutural e sistêmico, dentro e fora do ambiente escolar.
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