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O gênero biográfico abarca diferentes narrativas, entre elas estão os diários, autobiografias, memórias e a própria biografia. No que tange à biografia, ela remonta à Antiguidade, quando a Historia Magistra vitae era escrita e as vidas dos grandes heróis eram tecidas. Nos nossos tempos ela ganha novos tons, novas personagens e também uma nova forma de escrita. Bourdieu (1986) nos chamou atenção para aquilo que designou como “ilusão biográfica”, ou seja, a ideia de que a vida fosse constituída como uma linha tênue de eventos, com um destino ou um projeto pré-definido. A biografia pode ser considerada um gênero híbrido, de fronteira, que dialoga com diferentes áreas do saber. Em sala de aula, o professor de História deve ir além do uso habitual que se fazia da biografia até algumas décadas atrás, e tentar desvincular da ideia de que esta constitui uma curiosidade em meio às suas estratégias de ensino-aprendizagem e, para além disso, aprofundar-se utilizando-a como meio para se aprender sobre uma personagem mas também todo o contexto de uma época. Deste modo, esta pesquisa busca analisar o uso da biografia nas aulas de História e discutir as problemáticas geradas em torno dela. Para tanto, utilizou-se uma bibliografia específica sobre o gênero biográfico, assim como o ensino de História e seus matizes.
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