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Buscando reverter os baixos desempenhos obtidos pela rede pública em recentes avaliações de rendimento escolar estaduais e nacionais, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo SEE-SP lançou em 2008 o programa educacional “São Paulo faz escola”, cujas ações direcionadas à uniformização educacional incluíram a divulgação de propostas curriculares e materiais didáticos para todas as disciplinas do ensino fundamental II e ensino médio públicos. Neste contexto, é objetivo deste trabalho analisar os significados desta reforma educacional, mais especificamente em relação à implementação de um novo currículo para a disciplina de História no ensino médio em duas escolas públicas estaduais do município de Assis - SP. Tendo a cultura escolar como paradigma investigativo e embasando-se em autores do campo da História das Disciplinas Escolares, cujas asserções sugerem observar a escola como espaço de produção de conhecimento, pretendeu-se verificar a prática dos sujeitos educacionais no sentido de compreender como diferentes escolas, inseridas em conjunturas culturais distintas, fazem a leitura e desenvolvem o plano de reforma curricular proposto pelo Estado. Em linhas gerais, recusa-se a ideia de “engessamento” docente frente à divulgação de matrizes curriculares e materiais didáticos apostilados. Em direção contrária, caminha-se no sentido de atribuir autenticidade à atuação dos sujeitos escolares, o que nega a estanque uniformização do ensino pretendida pela SEE-SP e leva ao estabelecimento de diferenciações entre “currículo formal” - preativo e “currículo real” - interativo.
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