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A História da Escola na Cultura Local surgiu da comemoração de 40 anos da E. M. Antônio G. Horta e dos 300 anos de sua localidade (Venda Nova, Belo Horizonte). Os atos de memória deste trabalho oportunizaram para crianças e adolescentes, vivência e reflexão sobre a História, na esteira das memórias familiares e locais, em diferentes suportes e registros (fotos, músicas, cultura local e escolar, etc). Nos atos de memória com a comunidade escolar (alunos, pais, funcionários, guardiões de memória e participantes de movimentos sociais) com diferentes indícios e olhares, buscou-se a emergência da história local e da história da escola, evidenciando a diversidade histórico-cultural presente. Esta possibilitou problematizar desigualdades e a noção de cidadania. A perspectiva deste trabalho se situa no campo de estudos chamado História Local. Para Reznik (2010): “Toda vivência é localizada. Nossa maneira de estar no mundo(...)se relaciona com a memória, fundamenta-se naquilo que reconstituímos do passado como experiência importante”. Baseamos em Chartier (1990) para entender as práticas culturais, Certeau (1980) para pensar o cotidiano, Julia(2001) para rastrear a cultura escolar e Halbwachs(1990) para entender a memória coletiva. Memória, história local e diversidade foram eixos para estudo de heranças coletivas que conformam identidades, caminhos potenciais para a reflexão sobre a própria história.
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