UMA REFLEXÃO SOBRE OS QUADRINHOS E O CONHECIMENTO HISTÓRICO EM SALA DE AULA: O CASO DE ILHA GRANDE & SENZALA

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Resumo

A arte sequencial, em suas origens, evidenciava a distinção entre alta e baixa cultura. Esta distinção, hoje facilmente refutável, perdurou ainda por muito tempo nas discussões sobre o tema. Quando surgiu, em fins do século XIX, as HQs destinavam-se a um público de pouco contato com a educação formal, como os pobres e imigrantes, porém, com o tempo, seu público se expandiu para outros setores da sociedade. Quando associadas ao público infantil, as HQs foram duramente criticadas por partes da sociedade, que alegavam se tratar de sub-literatura que “causava danos, interferindo na formação da criança e na constituição de um adulto saudável” (MUANIS, 2004). Felizmente, hoje os quadrinhos são reconhecidos e respeitados como uma produção legítima, artística e cultural. Autores como Will Eisner e Alan Moore nos mostraram que as histórias em quadrinhos podem ir muito além do entretenimento infantil, inovando na linguagem e transmitindo sentimentos, sensações e idéias com muita criatividade.

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  • GT 8 - Linguagens, tecnologias e ensino de História