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Durante o período historicamente conhecido como Idade Média, alguns manuscritos eram reutilizados para novas inscrições: o texto antigo era apagado para que um novo fosse escrito. A esse pergaminho “reciclado” dá-se o nome de palimpsesto. Mikhail Bakhtin afirma que aos poucos a palavra do outro vai se tornando tão nossa que parece ter nascido de nós mesmos. Aproprio-me dessa metáfora, já utilizada por Sandra Pesavento! para dar título a esse texto. A cidade se apresenta assim: como um manuscrito que é reescrito todo o tempo, com novas histórias de seus moradores e novos lugares de memória. O que tentarei compreender com esse texto é de que forma são formados os palimpsestos urbanos; como os habitantes da cidade reescrevem a história da cidade com suas experiências individuais e compartilhadas pelo grupo. E, dessa maneira, como os signos urbanos são construídos.
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