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As primeiras visões sobre os índios do Brasil foram delineadas pelos cronistas, viajantes e exploradores portugueses do século XVI, que relataram, por meio de seus escritos, aspectos da flora, fauna, as formatações topográficas do território, os modos de vida, costumes e hábitos dos povos nativos. As representações produzidas pelos portugueses da época dos “descobrimentos”, o escrivão Pero Vaz de Caminha, Pêro de Magalhães Gândavo, primavam pela valorização do “exótico”, ou diferente da cultura européia, transmitindo idéias estereotipadas e/ou generalizantes em relação aos índios. Os europeus caracterizavam as formas de organização social, econômica, política e religiosa das populações indígenas pela via da negação, pois “não possuíam Fé, nem Lei, nem Rei”, “não têm morada certa”, “eles não lavram, nem criam.” (CAMINHA, 1963, p. 7; GÂNDAVO, 1980, p. 4-10; grifos do autor).
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