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Nesse artigo destinaremos um olhar na presença de proposições da modalidade oral em uma coleção de livros didáticos de história voltada aos anos iniciais do ensino fundamental, sobretudo da produção e compreensão de textos orais formais. No entanto, algumas questões precisam inicialmente ser situadas. A primeira delas é o que estamos entendendo por ensino da oralidade. Ensino da modalidade oral: breves reflexões A partir da aplicação de entrevistas acerca da representação dos professores-estudantes de ensino de Ciências da Educação sobre o que seria o objeto de ensino da oralidade, Schneuwly (2004, p.130) mapeou as respostas coletadas em três grandes blocos: o oral como materialidade (meio de intercâmbio direto e efêmero; efetiva-se por meio da voz; através da boca; expressão do corpo físico, não exigindo, portanto, ensino sistemático), o oral como espontaneidade (vontade e coragem de expressar-se; atividades de desbloqueios de expressão; mais espontâneo que o escrito ou menos refletido que este, etc, também não demandando trabalho sistemático de ensino) e o trabalho sobre o oral como norma (ensinar a se exprimir corretamente; declamar/ ler em voz alta; escolher o vocabulário utilizado, etc).
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