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NANOCOSMÉTICOS À BASE DE HIDROGÉIS DE PECTINA DE CAJU E MANGIFERINA PARA TRATAMENTO DE PSORÍASE

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Introdução: A psoríase é uma doença de pele bastante comum, que se caracteriza por lesões avermelhadas e descamativas, normalmente em placas. O desenvolvimento de biomateriais para nanocosméticos à base de hidrogéis de polissacarídeos e outros materiais têm crescido devido à possibilidade de substituição parcial de materiais não biodegradáveis e de baixa biocompatibilidade. A nanoformulação à base de mangiferina carreada por pectina de caju constitue um biomaterial promissor para o tratamento dos transtornos da pele causados pela psoríase. Objetivo: Caracterizar o hidrogel de pectina de caju contendo mangiferina e utilizá-lo na preparação de nanocosméticos. Métodos: Foi realizado o isolamento e purificação da pectina de caju e da mangiferina, seguido de caracterização por FTIR, TG/DTG, GPC, potencial Zeta e MEV. Resultados: Nos espectros de infravermelho da pectina do caju e da mangiferina foram observadas bandas características desses materiais. No espectro da amostra encapsulada observou-se que, após a adição do ativo na matriz polimérica, houve o surgimento de duas bandas, na região abaixo de 1650 cm-1, presentes no espectro da mangiferina, podendo, portanto, as bandas vistas serem devido a uma interação química (adsorção) da mangiferina com a pectina. Pela análise termogravimétrica (TG/DTG), as amostras apresentaram primeiramente um evento referente à perda de água abaixo de 150 °C , e em seguida, eventos de degradação da cadeia polimérica. Todas as amostras apresentaram eventos entre 200 a 300 °C característicos de degradação de material orgânico, estando de acordo com o que já se tem reportado de decomposição térmica de polissacarídeos e mangiferina. Através das micrografias do MEV, foi possível observar a morfologia do nanomaterial encapsulado, o qual apresentou a mangiferina dispersa homogeneamente na matriz polimérica. A massa molar (Mw) para a pectina de caju foi de 1,2 x105 g/mol e a polidispersividade (Mw/Mn) 2,4. O Potencial Zeta de -34,5 mV indicou uma estabilidade da pectina em solução. Conclusão: O hidrogel à base de pectina de caju e mangiferina se apresentou um biomaterial promissor para formulação de nanocosméticos em dermatologia, no tratamento da psoríase. Apoio financeiro: FUNCAP, CNPq/CAPES-PNPD.