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DESENVOLVIMENTO DE NANOPARTÍCULAS DE GELATINA CONTENDO SULFATO DE GLUCOSAMINA PARA APLICAÇÃO TÓPICA

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Introdução: Com o crescimento da indústria cosmética observa-se a necessidade de utilização de tecnologias inovadoras que possibilitem o desenvolvimento de produtos que permitam o direcionamento de substâncias ativas às camadas mais específicas da pele. Estudos com o uso oral de sulfato de glucosamina, um precursor para a síntese do ácido hialurônico, demonstraram inúmeros benefícios sobre as células da pele. No entanto, essa substância não é utilizada em aplicações tópicas devido à grande instabilidade e por ser altamente hidrofílica, dificultando a incorporação em formulações e permeação na pele. Objetivo: Desenvolver nanopartículas de gelatina contendo sulfato de glucosamina (D)(2KCl) para aplicação tópica. Métodos: As nanopartículas de gelatina contendo sulfato de glucosamina (D)(2KCl) nas concentrações de 0,13%, 1,0% e 2,0% foram obtidas pelo método de dessolvatação em duas etapas. Foi desenvolvido também um sistema emulsionado contendo o sulfato de glucosamina (D)(2KCl) através da metodologia de emulsão múltipla A1/O/A2, para a incorporação e estabilização do sistema. Resultados: Foram obtidas partículas estáveis e de tamanho médio de 61 nm, com distribuição de 90% da população das partículas abaixo de 74 nm. O sistema emulsionado mostrou-se estável por até 30 dias. Devido ao potencial de reticulação da gelatina, associado à sua afinidade tanto hidrofílica quanto hidrofóbica e à sua estrutura química de polianfótero com elevado número de grupos funcionais (NH2, COOH e OH), é possível afirmar que a gelatina suporta múltiplas possibilidades de interações proteína-ativo, criando-se um sistema transportador promissor para a entrega da glucosamina na epiderme. Conclusões: Com o desenvolvimento desses sistemas, pode-se visualizar a aplicação do sulfato de glucosamina topicamente, visando ação direta nas camadas mais externas da pele.