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COSMÉTICOS À BASE DE HIDROGÉIS DE GALACTOMANANA DE CAESALPINIA FERREA MART EX TUL.VAR FERREA PARA CICATRIZAÇÃO DE LESÕES DERMATOLÓGICAS

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Introdução: Composições poliméricas têm sido utilizadas em lesões dérmicas, principalmente os hidrogéis. Essas composições promovem a manutenção do meio ajudando à cicatrização e possibilitando a troca iônica que auxilia na nutrição da pele. O desenvolvimento de biomateriais como cosméticos à base de hidrogéis e outros materiais têm crescido devido à possibilidade de substituição parcial de materiais plásticos não biodegradáveis, que não tenham boa biocompatibilidade e toxicidade. Objetivo: Caracterizar e avaliar o potencial de cicatrização do hidrogel da galactomanana de Caesalpinia ferrea Mart ex Tul.Var Ferrea (jucá) para lesões dérmicas e utilizá-lo na preparação de nanocosméticos. Métodos: Foi realizado o isolamento e purificação da galactomanana de jucá, seguido de caracterização por FTIR, RMN 1H e 13C e GPC. Na sequência foi feito o ensaio da atividade cicatrizante da galactomanana de Caesalpinia férrea. O procedimento foi realizado de acordo com as normas do Colégio Brasileiro de Experimentação Animal – COBEA. Resultados: Bandas de absorção características da galactomanana e os espectros RMN 1H e 13C mostraram picos característicos de galactomanana. A razão manose/galactose foi de: 1:2 e a massa molar (Mw) para o polissacarídeo foi 3,05x106 g/mol e a polidispersividade (Mw/Mn) 2,29. As lesões experimentais em ratos wistar foram avaliadas macroscopicamente por 20 dias de experimento. O edema e a hiperemia, consequentes da inflamação e o acúmulo de líquido intersticial e proteínas plasmáticas, no espaço extravascular, em resposta à ação cirúrgica, foram observados numa frequência menor nas lesões tratadas com os hidrogéis. No 20º dia o grupo que foi aplicado o hidrogel obteve um percentual de área cicatrizada de 99,97%, enquanto que a área de cicatrização com a aplicação da droga controle usada em lesões dérmicas foi de 99,40%. O hidrogel foi capaz de dinamizar o processo inflamatório, reduzindo o tempo de regeneração tecidual e promovendo o efeito da cicatrização das feridas para esse modelo de cicatrização. Conclusão: Os animais não apresentaram reações alérgicas ou retardo no processo inflamatório. Foi constatada uma involução da área da ferida mais rápido que a droga controle. O hidrogel foi capaz de reduzir 99,97% da lesão, apresentando uma excelente atividade cicatrizante em lesões dérmicas e potencial matéria-prima para formulação de nanocosméticos em dermatologia. Apoio financeiro: FUNCAP, CNPq/CAPES-PNPD.