O acompanhamento terapêutico e a semiologia da violência do imprevisível na obra do filósofo Michel Henry: articulação entre humanologia e humanoterapia
Neste texto, Andrés Antúnez na psicologia e Florinda Martins na filosofia
mostram que a tese da cultura na obra de Michel Henry A Barbárie é irredutível à tese
nietzscheana de uma cultura alicerçada na vontade de poder. Pois ainda que essa tese
pareça percorrer toda a obra do fenomenólogo francês há, todavia, nela, um conceito - o
conceito corpopropriação – a impedir que tal redução seja feita. E mais ainda é desse
conceito de corpopropriação que emerge um novo conceito de cultura que abre novos
horizontes às brechas abertas pela ciência à tradicional compreensão do humano. Será
em articulação com a humanologia proposta pela fenomenologia da vida que
articularemos uma possível humanoterapia, como uma evolução e superação a qualquer
terapia do psíquico ou da mente.