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A prática de um psicólogo fenomenológico-existencial

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Esta comunicação baseia-se em minha tese de doutoramento, na qual tematizo as influências de Martin Heidegger para a Psicologia e para a compreensão do sofrimento chamado de psíquico. Na literatura psicológica, a psicologia fenomenológica existencial aparece em modalidades de prática muito distintas ente si. A confusão é grande também no que tange as abordagens teóricas psicológicas que se denominam fenomenológicas e/ou existenciais: Abordagem Centrada na Pessoa (ACP), Gestalt-Terapia, Daseinsanalyse, Análise Existencial. Na busca da fenomenologia de Heidegger na psicologia, é necessário 1) realizar um estudo teórico sobre a recepção da fenomenologia de Heidegger pela Psicologia; 2) propor um questionamento do modo como a Psicologia baseada nesse filósofo tem sido apresentada; 3) explicitar possibilidades que a ontologia heideggeriana abre para a psicologia; 4) questionar o estatuto científico da Psicologia; 5) apresentar minha prática como psicólogo nas áreas de psicoterapia, plantão psicológico e supervisão clínica. Essas discussões contribuem para a dissolução da confusão no campo das psicologias fenomenológicas, existenciais e humanistas, assim como para a formação de profissionais que lidam com o outro como existência. As psicopatologias são, neste contexto, interpretadas como modos de ser-no-mundo realizando a condição ontológica de ter-que-ser. Aquele que lida com a psicopatologia é igualmente existência, de modo que precisa assumir sua própria condição de ser-possível para aproximar-se do outro e buscar o sentido de seu sofrer.