Para citar este trabalho use um dos padrões abaixo:
O termo ‘’ringbone’’ é descrito na literatura como uma proliferação óssea que circunda os ossos e articulações em consequência de doença articular degenerativa e que geralmente ocorre nos membros torácicos. Como acontece com outros tipos de artrite, os sinais aparecem quando os equinos atingem a meia-idade. Cavalos que sofrem estresse repetitivo na região da quartela, como cavalos de salto, apresentam ringbone com mais frequência. Traumas agudos na região da quartela também podem predispor o cavalo ao desenvolvimento da proliferação óssea. Alguns dos sinais clínicos vistos são mudança na andadura como um passo curto ou irregular, ou claudicação evidente. Em alguns casos rubor, aumento de volume e sensibilidade da articulação podem ser observados. A palpação da região, exame de claudicação minucioso, testes de flexão, bloqueios perineurais juntamente com exames de imagens podem diagnosticar essa enfermidade. Embora seja uma condição progressiva e irreversível, mudanças de manejo podem melhorar a qualidade de vida do animal. Anti-inflamatórios sistêmicos (como Fenilbutazona e Firocoxibe) injeções de esteroides intra-articulares, IRAP (proteína antagonista do receptor de interleucina-1), PRP (plasma rico em plaquetas) e terapia com células-tronco podem ser utilizados no tratamento. Ferraduras que modulam as forças exercidas nas articulações também auxiliam no tratamento. Este trabalho tem por objetivo relatar um caso de ringbone em um equino macho, SRD, castrado, 12 anos, 513 kg e com histórico de claudicação crônica no membro torácico esquerdo a 12 meses, atendido na Universidade Federal de Santa Catarina no dia 28 de Abril de 2022. Ao exame físico observou-se postura antálgica associada a um leve aumento de volume no aspecto colateral lateral e medial da interfalangiana distal do membro torácico esquerdo (MTE), em vista lateral observou o eixo podofalangeano apresentando um desvio dorso palmar. Na palpação ficou evidente o aumento de volume no aspecto dorsal da interfalangiana proximal do membro torácico esquerdo e direito. Na avaliação dinâmica em piso duro e linha reta foi constatado uma claudicação grau quatro no MTE. O teste de flexão da articulação metacarpofalangeana foi positiva em aproximadamente um grau de 70%. O exame radiográfico do MTE revelou intensa remodelação óssea periarticular e proliferação óssea exacerbada devido à degeneração cartilaginosa, além de haver mineralização do processo palmar da terceira falange e ligamentos colaterais da articulação interfalangeana proximal. No exame ultrassonográfico verificou-se irregularidade grave do espaço articular medial e lateral da articulação interfalangeana proximal com extensa fragmentação óssea, além de uma desmopatia do ligamento sesamóide reto com fragmentação óssea da superfície palmar da primeira falange. O tratamento recomendado constituíu no uso do bifosfonato (OSPHOS - 1,8mg/kgIM) em dose única para diminuição da atividade osteoblástica, uso do firocoxibe (FIROVET - 0,1mg/kgVO) nos dias em que o animal sentisse dor exacerbada, além do uso de ferradura de alumínio com bisel lateral para o MTD e MTE (Artropatix), diminuindo a sobrecarga nos ligamentos. Mudanças de manejo, como manter o animal em liberdade em piquetes planos e/ou paddock também foram recomendadas.
Com ~200 mil publicações revisadas por pesquisadores do mundo todo, o Galoá impulsiona cientistas na descoberta de pesquisas de ponta por meio de nossa plataforma indexada.
Confira nossos produtos e como podemos ajudá-lo a dar mais alcance para sua pesquisa:
Esse proceedings é identificado por um DOI , para usar em citações ou referências bibliográficas. Atenção: este não é um DOI para o jornal e, como tal, não pode ser usado em Lattes para identificar um trabalho específico.
Verifique o link "Como citar" na página do trabalho, para ver como citar corretamente o artigo