EFICIÊNCIA DOS SERVIÇOS ONCOLÓGICOS DISPONÍVEIS NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE NOS ESTADOS BRASILEIROS

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Detalhes
  • Tipo de apresentação: Pôster
  • Eixo temático: 1. Políticas e processos de ATS
  • Palavras chaves: Sistema Único de Saúde; Serviços oncológicos; Razão de performance;
  • 1 Universidade Paranaense (UNIPAR)

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Resumo

Introdução: O câncer se caracteriza pela perda de controle do crescimento celular e capacidade de invadir outros sítios. A doença inicia-se quando o sistema imunológico é incapaz de identificar e eliminar células defeituosas recém-formadas (ROY; SAIKIA, 2016). Em 2018, ocasionou 9,6 milhões de mortes, classificando-se como uma das principais causas de morte na população mundial (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2018). Diante desse impacto epidemiológico, é fundamental a integração de serviços especializados para a assistência de alta complexidade em oncologia no Sistema Único de Saúde (SUS). Assim, este trabalho buscou avaliar a eficiência e a distribuição destes serviços em relação às taxas de incidência estimadas e número de mortes por essa causa nos estados brasileiros.
Materiais e Métodos: Pesquisou-se acerca da eficiência dos estabelecimentos a partir de dados coletados da Portaria nº 1399, de 17 de dezembro de 2019. Os dados obtidos foram: o número de estabelecimentos de saúde de alta complexidade em oncologia no SUS habilitados para o tratamento de câncer em cada unidade federativa (outputs), as projeções demográficas para cada estado no ano de 2020 segundo o IBGE, a estimativa de novos casos de neoplasias malignas para 2020 de acordo com o Ministério da Saúde e o número total de mortes pela patologia em 2018 segundo o INCA (inputs). A análise da eficiência desses serviços foi feita por meio da razão de performance.
Resultados: Na relação número de estabelecimentos/população estimada para 2020, Mato Grosso do Sul apresentou-se como estado referência de eficiência (valor 1 de benchmark). Nesta métrica, o estado com pior performance foi o Pará, mostrando-se 84% menos eficiente. Analisando o número de mortes em relação à estimativa, os estados de Santa Catarina e Tocantins apresentaram os melhores resultados, com valores de 0,27, já o estado do Pará exibiu o pior resultado (0,54). Em relação ao número de estabelecimentos/estimativa de novos casos de neoplasia malignas em 2020, Rondônia mostrou-se como estado referência (benchmark de valor 1) e o estado de Goiás apresentou o pior valor, 82% menos efetivo. Não houve nenhum estado com 100% de eficiência em ambas dimensões de forma concomitante.
Conclusão: Quanto maior a eficiência em relação ao número de serviços/população, menor foi a mortalidade proporcional à estimativa. Entretanto, essa associação exibe um coeficiente de determinação baixo, pois este não é o único fator que desempenha influência.

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Autor

ISADORA GIACOMINO ALVES

Olá Marcela, muito obrigada pelo seu retorno!  O trabalho indica um caminho a ser analisado e quanto melhor for o coeficiente de determinação, melhor o modelo se torna. O baixo índice de diagnóstico no Mato Grosso pode sim influenciar na análise da eficiência dos serviços, assim como outros fatores que são citados na apresentação e por conta disso, nossa associação exibiu um coeficiente de determinação baixo. Além disso foi avaliado a eficiência do atendimento e não de diagnósticos do estado, assim, se aumentar os diagnósticos, pode ser que a eficiência piore, mas nós avaliamos apenas a eficiência diante de diagnósticos já prontos.
Autor

ISADORA GIACOMINO ALVES

Muito obrigada, Marcela. Agradecemos seu Feedback!