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Objetivo: Investigar os riscos ergonômicos do cirurgião dentista da assistência privada no município de Quixadá-CE. Métodos: Trata-se de um estudo descritivo, quantitativo de corte transversal, realizado com 30 profissionais, sendo 12 do sexo masculino e 18 sexo feminino. Foi realizada em uma etapa por meio de um questionário autoaplicável que investigou variáveis sociodemográficas, clínicas, presença e intensidade de dor. As regiões mais afetadas por quadros álgicos e fatores associados a esta sintomatologia. Resultados: 66,6% (n=20) apresentava de 1-10 anos de tempo de exercício profissional; 40% (n=12) apresentavam uma carga semanal de 41-50 horas; a maior parte deles faziam pausas entre os atendimentos 63,3% (n=19), não eram etilistas 70% (n=21) e tabagistas 96,6% (n=29) e praticavam exercício físico 86,6% (n=26). Em relação as regiões mais afetadas por dor, lombar 66,6% (n=20), ombro 63,3% (n=19) e pescoço 56,6% (n=17). Ao serem questionados sobre fatores que podem estar associados ao surgimento de dor, prevaleceu a falta de alongamentos antes ou depois dos atendimentos 73,3% (n=22), postura estática por longos períodos de tempo 63,3% (n=19) e movimentos repetitivos 60% (n=18). Os dados coletados foram analisados de forma descritiva pelo programa IBM SPSS Statistics 24. Conclusão: Muitos fatores interferem no surgimento de afecções musculoesqueléticas em cirurgiões dentistas. Os resultados permitem uma abordagem clara sobre a necessidade de serem adotados medidas para prevenir o desenvolvimento de quadros álgicos entre cirurgiões dentistas melhorando sua qualidade de vida.