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O IMPACTO DA INFLUENZA NA POPULAÇÃO ADULTA BRASILEIRA

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Objetivo: Descrever a carga da Influenza no Brasil no período de 2007 a 2013. Métodos: Estudo epidemiológico de delineamento ecológico para determinar a carga da influenza. Foram utilizados dados secundários de mortalidade e morbidade no Brasil. Foram estimados o número de anos de vida perdidos precocemente (YLL –Years of Life Lost), o número de anos vividos com incapacidade (YLD – Years Lived with Disability) e o número de anos de vida ajustados por incapacidade (DALY – Disability Adjsuted Life Years) suas respectivas taxas, por sexo e faixa etária. Resultados: Foram identificados 19.048 casos notificados e 3.905 óbitos no período de 2007 a 2013. O maior número de casos e óbitos ocorreu em 2009. Foram estimados 148.496,09 DALYs no período estudado, e a maior taxa ocorreu no ano de 2009, com 32,33 DALYs/100 mil habitantes. Os anos de 2012 e 2013 apresentaram também carga significativa, com taxas de 6,16 e 9,98 DALYs/100 mil habitantes, respectivamente. A desagregação do indicador mostrou que o YLL foi responsável por mais de 99% da carga. A distribuição por sexo apontou uma maior carga no sexo feminino nos anos com maiores ocorrências. Observou-se uma distribuição desigual, em que as maiores taxas foram observadas dos 30 aos 59 anos de idade. O ano de 2009 apresentou distribuição relativamente diferente, com grande pico na faixa de 20 a 39 anos. Conclusão: A maior carga da influenza foi atribuída ao componente da mortalidade em faixas etárias não incluídas nas políticas públicas de vacinação contra a influenza.