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Objetivo:Com o Registro Integrado de Saúde do Estado do Rio de Janeiro, o estudo teve por objetivo descrever a mortalidade materna em 2007 e 2008.Métodos:Identificou-se os registros de mulheres que tiveram pelo menos um filho nascido vivo no Sistema de Informação de Nascidos Vivos(SINASC)do Estado do Rio de Janeiro.Critério de inclusão:1 registro por mulher, apenas o primeiro parto no período.Em partos gemelares, foram considerados um registro por mulher.Foram excluídos registros sem informação sobre escolaridade materna, totalizando 415.492 registros.Os registros foram vinculados à base identificada do Sistema de Informações de Mortalidade(SIM)do Estado do Rio de Janeiro nos anos de 2007a2009, empregando técnicas de linkage probabilístico.A incidência acumulada em um ano após o parto foi calculado segundo escolaridade(<4anos e 4anos e +)e idade materna(10-19,20-34 e 35 e mais)Resultados:Na população de estudo, aproximadamente 6% das mulheres tinham escolaridade menor que 4 anos.As mulheres com 10 a 19 anos e as de 20 a 34 anos representaram,18.7% e 69,9% da população estudada.As mulheres com escolaridade menor que quatro anos de estudo tiveram o maior percentual de pré-natal inadequado (53.1%).Ocorreram 373 óbitos, representando uma incidência acumulada de óbito dentro de um ano após o parto de 0,08%.Os óbitos ocorreram com uma mediana de 84 dias após o parto, variando segundo escolaridade e faixa etária.Conclusão:O uso de técnicas de linkage de registros viabiliza o estudo da mortalidade materna em períodos estendidos.O grupo de mulheres com 35 anos ou mais e menos de 4 anos de escolaridade apresentou maior risco de mortalidade, um ano após o parto.