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DECLÍNIO DA MOBILIDADE SEGUNDO SEXO ENTRE IDOSOS RESIDENTES NO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO

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Objetivo: Identificar os fatores associados à redução da velocidade da marcha em idosos do município de São Paulo após cinco anos de acompanhamento, e analisar a interação dessas variáveis com o sexo feminino. Métodos: Foi analisada a amostra do Estudo SABE, composta por uma coorte representativa de idosos (≥60 anos) do município de São Paulo. Foram incluídos todos os indivíduos entrevistados em 2006 e revisitados em 2010 (n=918). A variável dependente foi a redução da velocidade da marcha observada entre as duas ondas, categorizada em “não teve declínio da velocidade" (referência) e “apresentou declínio”. As variáveis independentes incluídas no modelo foram referentes às características socioeconômicas, demográficas e do estado de saúde dos idosos. Para a análise, foram utilizados modelos de regressão logística. Foram também testadas as interações do sexo feminino com as demais variáveis independentes. Resultados: Como esperado, o aumento da idade apresentou uma forte associação positiva com o declínio da mobilidade. Além disso, mulheres com maior escolaridade apresentaram menor chance de redução da velocidade da marcha (OR=0.29, IC95%=0,10-0,82 para 4 a 7 anos de escolaridade e OR=0,38; IC 95%=0,15-0,97 para 8 anos e mais). Por outro lado, o histórico de queda no último ano em mulheres aumentou a chance de declínio (OR=2,21; IC95%:1,01-4,82). Conclusões: Os resultados do estudo ajudam a identificar alguns fatores associados ao declínio da mobilidade, evidenciando a importância de uma maior atenção às mulheres com histórico de queda e aquelas com nível de escolaridade mais baixo.