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AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA DO SOFTWARE IRIS PARA USO NO BRASIL

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Objetivos: Testar e comparar o uso do software Iris com a codificação manual e com a seleção do Sistema de Seleção da Causa Básica de Morte (SCB). Métodos: Foram coletadas declarações de óbito de janeiro a junho de 2014 em nove cidades das cinco regiões do Brasil. Foram selecionados óbitos rotineiros, infantis, maternos ou com menção de doença transmissível, causa externa ou cirurgia. Resultados: 904 DO, com uma média de 3,1 linhas preenchidas por DO. Em 45,9% das DO o Iris codificou todas as causas de morte presente na DO assim como selecionou a causa básica de morte. Das DO que o Iris não conseguiu concluir o processo, a maioria (97,8%) dessas rejeições foi por dificuldade em encontrar ou processar um código da CID. Após as pequenas correções, o Iris finalizou 66,6% das DO. A concordância do Iris com a codificação manual foi de 73,3% dos códigos completos da CID-10 e de 78,2% e 83,9% de concordância ao camparar as categorias ou capítulos da CID-10. Ao comparar a causa básica de morte do Iris com a do SCB, a concordância foi de 74,2% dos códigos completos da CID-10 e de 84,3% e 91,8% nas categorias e capítulos da CID-10 respectivamente. Conclusões: As discordâncias tiveram como causa a variação dos hábitos e rotinas dos codificadores, enquanto no Iris a codificação de uma causa é sempre a mesma. O Iris teve boa taxa de finalização, semelhante a países que o utilizam na sua rotina.