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CONSUMO DE ULTRAPROCESSADOS É ESPECIALMENTE ELEVADO ENTRE ADULTOS MAIS JOVENS: ESTUDO PRÓ-SAÚDE

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Objetivo: Investigar associações entre características sociodemográficas e o consumo de alimentos segundo seu grau de processamento. Métodos: Estudo transversal em 2012-13, com 520 funcionários técnico-administrativos de campi universitários, no Rio de Janeiro, participantes de amostra do Estudo Pró-Saúde (EPS) (16% da linha de base). Questionário de frequência alimentar validado foi utilizado para avaliar o consumo alimentar. Os alimentos foram categorizados como in natura, minimamente processados ou preparações culinárias à base destes alimentos, alimentos processados e alimentos ultraprocessados. A contribuição energética relativa de cada grupo foi determinada e utilizou-se modelo de regressão SUR (Seemingly unrelated equations regression) para estimar associações de características sociodemográficas com cada grupo de alimentos. Resultados: O consumo energético foi majoritariamente (60%) proveniente de alimentos in natura, minimamente processados ou preparações culinárias à base destes alimentos. Alimentos ultraprocessados contribuíram com 27% do consumo energético total. O consumo de alimentos ultraprocessados foi inversamente associado à idade, entre 55-59 anos (β = - 5,0 IC 95% -8,0; - 2,1) e ≥ 60 anos (β = - 4,5 IC 95% -7,6; - 1,5). Em contraste, o consumo do grupo de alimentos in natura foi diretamente associado com a idade ≥ 60 anos (β = 4,5 IC 95% 1,0; 8,0). Sexo, renda e escolaridade não foram associados ao consumo de alimentos neste estudo, possivelmente devido à exposição a ambiente alimentar similar dos participantes. Conclusão: Coortes mais jovens apresentaram maior consumo de alimentos ultraprocessados, indicando a necessidade de intervenções nessas faixas etárias, prevenindo futuros efeitos adversos à saúde.