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Objetivo:Identificar padrões alimentares e estimar a associação com pressão sistólica (PAS) e diastólica (PAD). Métodos:Dados do estudo DIGITALIS (2011-2012), realizado na população assistida pelo Programa Médico da Família em Niterói, Rio de Janeiro, Brasil. Questionário de frequência alimentar com 81 itens agrupados em 14 grupos alimentares foi utilizado para avaliar o consumo alimentar. Regressão por Redução de Postos (RRR) foi utilizada para derivar padrões alimentares com sódio e potássio como variáveis intervenientes(software SAS). Itens com cargas ≥0,20 foram incluídos nos padrões. Análise de regressão linear foi realizada para estimar a associação entre os escores dos padrões e PAS e PAD (p <0,05). Resultados:A análise incluiu 407 indivíduos (45-99 anos; 63% mulheres; 25% cor de pele preta). O padrão “Misto” foi caracterizado pelo consumo de bebidas açucaradas, carnes processadas, frutas, verduras, salgadinhos, gorduras, leite e laticínios, raízes e tubérculos, doces e cereais, explicando 50% da ingestão de sódio e 57% de potássio. O padrão ocidental incluiu carne processada, gorduras, lanches e cereais, com cargas fatoriais negativas para frutas, legumes e feijão. Esse padrão explicou 67% da ingestão de sódio e 70% de potássio. Após ajuste por sexo e cor da pele, observou-se que o aumento no escore do padrão misto estava associado à diminuição da PAS (β=-1,9mmHg; p=0,035) e da PAD (β=-1,0mmHg; p=0,046). Conclusão:Os resultados sugerem que a inclusão de frutas, vegetais, feijões e leite e derivados na dieta pode ter efeito protetor para o aumento dos níveis de PAS e PAD, independentemente do sexo e cor da pele.
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