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Objetivos: Descrever os nascimentos termo tardio e pós-termo a as suas complicações maternas e neonatais no Brasil. Métodos: Foram selecionados 23.610 bebês da Pesquisa Nacional Nascer no Brasil, sendo realizada uma análise com frequências relativas e absolutas, calculando-se o teste Qui-quadrado. A associação entre o nascimento termo tardio e pós-termo e seus desfechos foi efetuada pela utilização de regressões logísticas, expressa em Odds Ratio e para aumento da confiabilidade foram refeitas as análises utilizando a ultrassonografia como método de estimação da idade gestacional. Resultados: A taxa de prevalência encontrada foi de 7,4% para o termo tardio e de 2,5% para o pós-termo, tendo ambos sido mais frequentes nas regiões Norte e Nordeste, em adolescentes, mulheres negras, de baixa escolaridade, multíparas, atendidas no setor público. As gestações termo tardio tiveram maior chance de indução do parto vaginal OR 2,02 (1,67 - 2,45), de cesariana OR 1,32 (1,16 -1,52), de laceração grave OR 3,75 (1,36 - 10,36) e de uso oxigenoterapia para os recém-nascidos (OR 1,52 (1,02 - 2,26). Nas gestações pós-termo, os recém-nascidos tiveram menor chance de amamentação ao nascer OR 0,74 (0,56 - 0,97) e durante a hospitalização OR 0,62 (0,40 - 0,97) e maior chance de nascerem pequenos para a idade gestacional OR 4,01 (2,83-5,70). Os resultados utilizando somente a ultrassonografia como medida da idade gestacional, confirmaram os achados anteriores. Conclusão: Gestações termo tardio e pós termo ocorrem com maior frequência nas regiões Norte e Nordeste e em mulheres com maior vulnerabilidade social, associando-se à complicações maternos e neonatais.
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